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Cerca de cinco mil pessoas vibraram anteontem no Pavilhão Atlântico na primeira noite de exibições das Marchas Populares de Lisboa. Depois do tradicional arranque, com as crianças da Voz do Operário, desfilaram de seguida seis marchas, num espectáculo que terminou já depois da meia-noite. Carnide foi a primeira, por troca acordada com os Olivais devido ao atraso na chegada de um vestido. "Foi um espectáculo", disse ao CM Vanessa Núncio, 22 anos, que se estreou na marcha. Bairro que reúne gente de todo o País, os Olivais animaram o Atlântico com uma mostra do folclore nacional, que incluiu o Fandango e o "Cheira a Lisboa". "Vamos ganhar, vamos ganhar", garante Armindo Marques, 37 anos, que não se cansou de puxar pelo seu bairro. Santa Engrácia homenageou o Tejo e os marinheiros que por ele partiram para outros mundos e a Graça lembrou os candeeiros de Lisboa, mas a coisa correu mal quando um candeeiro se partiu num momento crucial. Com uma coreografia dedicada ao Fado e à Severa, a Mouraria impressionou e talvez tenha colhido o maior aplauso da noite, embora Marvila também não tenha ficado atrás, com um desfile vivo que exaltou as festas e arraiais de Lisboa. "Estiveram todos muito bem. É para ganhar", diz Anabela Magalhães, 50 anos, que já marchou por Marvila. ÚLTIMA NOITE ANTES DO DESFILE NA AVENIDA Hoje é a terceira e última noite dos desfiles. A partir das 21h00, entram em cena a Bica (homenagem a Simone de Oliveira), S. Vicente (o escritor José Luís Peixoto é o letrista), Lumiar (vai queimar a alcachofra), Beato (fidalgos e damas da corte), Benfica (lembra antiga madrinha Beatriz Costa), Alfama (atenção aos arcos em acrílico) e Campolide (vai de barco). Depois, é recuperar forças para o desfile na noite de 12 na Avenida da Liberdade.O desafio é destronar a tetracampeã Alfama. In. Correio da Manha por: Bernardo Esteves |